domingo, 3 de agosto de 2014

Viver é amar, amar é viver.

"É preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã", já dizia o saudoso poeta Renato Russo. Hoje quero aprofundar minha reflexão sobre o assunto que comecei nesse post (sugiro que o leia antes de continuar, caso ainda não o tenha feito) e falar um pouco daquilo que é a essência de tudo o que é, o amor.

Quebrando mitos e tabus


A questão de entender o que seja o amor acredito ser o maior desafio para nós. No post indicado no início, falei sobre a confusão em torno da dupla apego/amor. Se você entendeu a diferença entre eles, já é um bom começo. Mas entender é só o primeiro passo. Falo isso com conhecimento de causa, pois à época que escrevi o primeiro post, eu entendia, mas não praticava. Ou seja, sabia diferenciar o amor do apego, mas não era capaz de viver o amor em sua plenitude esmagando o apego e, consequentemente, domando o ego.
Viver o amor incondicional é uma tarefa que requer que se saia da zona de conforto e tome algumas atitudes que exigem um confronto direto com o status quo, com as crenças ensinadas a nós desde a infância, com o moralismo judaico-cristão imperante e, principalmente, uma luta contra o ego.

Vou exemplificar dois dos principais tabus que nos são impostos pela sociedade:


  • "Até que a morte os separe": Esta frase repetida em todos os casamentos ocidentais trás consigo um peso tremendo! Significa que o casamento é para a vida toda e que somente a morte pode separar os casados. Hoje, já não nos apegamos tanto assim a este tabu, vide o numero de divórcios. Mas existe uma crença mais profunda nesta frase, que veremos no próximo ítem;
  • "Temos que encontrar nossa alma gêmea, a outra metade da laranja": Ora, essa crença implica que não é possível amar, românticamente falando, mais de uma pessoa! É uma crença "irmã" da anterior. Como esta crença é falsa, na prática, vemos pessoas que traem seus parceiros e que vivem conflitos internos terríveis por achar que estão agindo de maneira errada quando sentem atração ou mesmo amor por mais de uma pessoa. Em contrapartida, essas mesmas pessoas não tolerariam que seus parceiros amassem outros por medo de serem trocados visto que acreditam no amor exclusivo e não conseguem conceber que seja possível amar mais de uma pessoa ao mesmo tempo.
Esses tabus nos forçam a nos relacionar amorosamente de forma monogâmica e geram relacionamentos baseados em apego e não em amor. Visto que o amor incondicional não impõe a exclusividade, muito pelo contrário. A natureza do amor é o expandir, o compartilhar, o doar. 

A consequência dessas crenças limitantes é que as pessoas se agridem ao negar sua própria natureza, que é amar, e vivem uma vida de aparências e hipocrisia fazendo às escondidas aquilo que deveria ser feito às claras. Quebrar esses tabus e viver uma vida plena de amor é um desafio que poucos tem coragem de enfrentar.


As consequências lógicas do amor sem restrições


Na teoria tudo é muito lindo, faz todo sentido, não é verdade? Porém, a prática pode ser mais complicada e dolorosa do que você pensa! Afinal, amar incondicionalmente, não somente os "parentes", o que já é complicadíssimo, mas também os "amantes", nos coloca em uma posição extremamente vulnerável no que diz respeito aos padrões sociais e também em relação ao nosso ego. Amar sem cobrar nada em troca significa estar preparado para que seu objeto de amor possa se relacionar com quantas pessoas quiser e desejar, amar quantas pessoas quiser e, ainda assim, você continuar a amá-lo.


Cavando um pouquinho mais o assunto


Aprofundando mais no nosso entendimento do que seja amar e amor, vejo o quanto a ilusão do mundo físico tem deturpado nosso conceito sobre o assunto. Senão vejamos: Esse mundo é transitório, finito, mutável. Entretanto, o amor é eterno, infinito! Como então conciliar esses dois opostos? 

Explicando na prática, levando em consideração o eterno, alguém que hoje está neste mundo transitório como seu amante, numa próxima vida poderá vir como seu irmão, pai ou mãe! Da mesma forma o inverso pode acontecer, um parente de uma vida, pode vir como o amante de uma outra e todas essas relações são formas de amor. 

No astral, toda essa ilusão de amor romântico e alma gêmea cai por terra, pois aquela que hoje você acredita ser sua alma gêmea, ao chegar "do lado de lá", você poderá descobrir que, em uma outra vida, ela não era seu "amor", era sua mãe ou, até mesmo, seu pior inimigo! Assim constato o quanto somos infantis neste mundo ao desgastarmos nossas relações de amor, tando o "fraterno" quanto o "romântico" com ciúmes e sentimentos de posse. Se o amor for verdadeiro ele se perpetua na eternidade! E lá ele se expressa em sua plenitude, sem os desejos terrenos, sem os interesses pessoais, sem o apego. E do lado de lá também se compreende a pluralidade e infinita capacidade que temos de amar e amar a muitos! Pois somos uma partícula do Criador e o criador é puro amor e ama a todos.

Tudo o que escrevi aqui não é nenhuma novidade. Muita gente já caiu a ficha sobre isso antes e nos deixou pistas para pensarmos. Abaixo deixo duas músicas de homens a frente de seu tempo que compreendiam isso e nos deixaram registrados em música o que pensavam:

Raul Seixas, na música A maçã 



E Caetano Veloso, Nosso estranho amor


Um abraço.

quinta-feira, 31 de julho de 2014

Quero sua sugestão

Amigos, geralmente escrevo no blog coisas que acho q precisam ser ditas. Não sou daqueles que escrevem por escrever ou por querer ter "audiência". Por isso não escrevo com muita freqüência. Então, caso tenham algo que eu não tenha escrito e que vocês queiram saber minha humilde opinião a respeito, abro o espaço para que vocês sugiram ou perguntem o que achem que talvez eu possa ajudar. 

Um grande abraço a todos.

sábado, 21 de dezembro de 2013

A sabotagem esquerdista


Não, isso não é um post sobre política. O assunto a ser tratado hoje é nosso desperdício do potencial humano por conta da ditadura do hemisfério cerebral esquerdo. Nosso cérebro é constituído de dois hemisférios com funções bem distintas e peculiares, entretanto, o sistema social nos satura de estímulos direcionados ao hemisfério esquerdo. Por que será?


Desde a infância, nosso hemisfério esquerdo é super-estimulado enquanto o direito é ignorado e suprimido. O sistema educacional promove esse desequilíbrio e a sociedade o exalta. O aluno bom em matemática, física e lógica é o CDF, o Nerd, o "inteligente". Agora aquele que não é tão bom ou não demonstra tanto interesse nas "ciências exatas" mas tem uma incrível aptidão para as artes, como música, pintura, escrita, etc... este é massacrado pelo sistema educacional, pelos pais e pelo "mercado". Porque estas aptidões não são úteis, não são competitivas, não valem muito no "mercado de trabalho".

Não me admira o potencial artístico e criativo da humanidade estar tão decadente hoje em dia. Com a "ditadura esquerdista" dificilmente aparecerá outro Mozart ou Picasso pra nos agraciar com arte de qualidade. E as artes são nosso menor, embora mais evidente, problema. Uma vez que o hemisfério direito é responsável pela criatividade, pela sensibilidade, pelo experimental. A ciência, baluarte do hemisfério esquerdo, também perde força por conta da supressão do lado direito do cérebro. Ficamos limitados nos avanços científico-tecnológico por conta da nossa falta de criatividade, sensibilidade e poder de abstração. Em resumo, estamos ficando mais burros.

Entretanto, as consequências mais sérias que são a motivação principal para este texto, estão relacionadas as questões mais profundas desta supressão e o motivo de o sistema continuar a fazê-la. O fato de estarmos mais estúpidos é um efeito colateral aceitável se comparado ao "estrago" que pessoas mais conscientes, intuitivas, sensíveis, cooperativas e, acima de tudo, conectadas com o Todo podem fazer.

Senta que lá vem a história

Vou contar agora um pouco de minha história nesse esquema de sabotagem e como isso afetou e continua afetando minha caminhada. 

Desde criança tenho as aptidões do lado direito do cérebro bem desenvolvidas. Tive a sorte de ser um aluno "razoável" o que me deu certa liberdade para também desenvolver o hemisfério direito, sem ter ninguém "enchendo o saco". No quesito educação escolar, meus pais nunca tiveram nenhuma preocupação comigo. Como "nasci" autodidata, nunca precisei de ajuda para estudar, fazer as tarefas e as provas. E como o desempenho escolar não era ruim, meus pais me deixaram bem livres pra estudar o que e como eu queria. Com essa liberdade eu gastava meu tempo livre desenhando, inventando estórias, ouvindo música e já escrevia alguma coisa. Então até a minha adolescência, mantive um equilíbrio entre os hemisférios.

O bicho começou a pegar na época do vestibular e no decorrer da faculdade. Como fiz ciências da computação, a dose de disciplinas de cálculo era cavalar e "direto na veia". Isso causou um certo desequilíbrio e o hemisfério esquerdo tomou de vez o controle. Apesar de minhas inclinações artísticas não terem cessado de vez nessa época. Mesmo passando muito tempo sem rabiscar um mísero "stickman", eu passei boa parte da faculdade literalmente tocando pagode, argh!!! 

Para quem já conhece esse blog sabe que aqui tratamos de assuntos, digamos, pouco ortodoxos. Esses assuntos sempre me fascinaram e muito do que sou hoje vem da minha curiosidade quanto ao oculto. E o que a "sabotagem esquerdista" tem a ver com isso? Tudo! Se você, como a esmagadora maioria da humanidade tem o hemisfério esquerdo dominante e o direito "sonolento", só de ouvir falar em oculto, transcendente, espiritual, já começa a sentir urticária. Isso se dá pela própria natureza do hemisfério esquerdo do cérebro. Este hemisfério é questionador, racional, lógico, linear, analítico, matemático... e tudo que foge a este domínio, ele tende a invalidar, ignorar, rechaçar, afastar. O domínio do hemisfério esquerdo é o palpável, provável, calculado, medido. Tudo que não se encaixa nestes parâmetros, ele é incapaz de compreender. 

É aí que está o motivo do sistema estimular o lado esquerdo a dominar a atividade humana, para que seu domínio seja tal, que as coisas compreendidas pelo hemisfério direito estejam inacessíveis ao homem. Nessa minha vida de eterna busca, sempre que tive ou tenho alguma experiência relacionada à intuição, espiritualidade e "afins", chego às vezes a duvidar do que está acontecendo por que o hemisfério esquerdo grita que é doidera da minha cabeça, que isso não existe e por aí vai. Isso te faz lembrar alguma coisa?

A sabotagem nos priva de entender toda a realidade

O domínio "esquerdista" nos priva de compreender outros aspectos essenciais da realidade como o conceito de outras dimensões, outras formas de manifestação da consciência, espiritualidade, Deus. As religiões deitam e rolam em nossa incapacidade de entender o Todo, o criador. Como não entendemos este lado da realidade, aceitamos qualquer besteira que nos dizem sobre isso. Ou, no outro extremo da balança, negamos sua existência e nos rendemos completamente ao materialismo e à ditadura esquerda. Quero deixar um recado pra você que continua achando que o que tô falando é besteira: Se a realidade é só aquilo que seus olhos e seu cérebro esquerdo podem compreender, então por que raios existe o hemisfério direito?

Então, o que fazer?

Se você chegou até aqui e aguentou ler os últimos parágrafos acima, significa que ainda há esperança, hehehe. Pode ser muito complicado querer entender tudo de uma vez, visto que o "músculo" que possui esta capacidade está "atrofiado". Então, como em todo exercício físico, se você quer que o músculo se desenvolva, você deve exercitá-lo. Para exercitar o lado direito do cérebro você deve começar por "fazer arte", literalmente. Escreva, pinte, desenhe, cante, toque um instrumento... são tarefas simples mas que estimulam o hemisfério direito, por mais incrível que isso pareça. Exercite sua intuição, tentando "adivinhar" as coisas e por aí vai. Seja sintético, resuma suas idéias. Assim esse órgão tão negligenciado pode começar a fazer aquilo para o que foi criado. E os resultados disso podem, por fim, te surpreender.

Um abraço.

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Apenas humano



Ela apareceu despretensiosamente, sem notar que eu estava ali. Girou ao meu redor por tanto tempo que cheguei a me acostumar com sua presença, antes perturbadora. 

Quando achei que este era o fim da estória, me dera um simples sinal de que me notara. Fiquei intrigado, inicialmente, mas depois bastante empolgado. Retribuí com outro sinal também discreto. Então ela invadiu meu mundo como uma torrente repentina! Inundou tudo, revirou meu interior, sacudiu meu prumo.

Por um tempo fiquei atordoado, sem saber o que fazer. Ao mesmo tempo, estava embevecido naquela sensação de ser cortejado, admirado... ser interessante. Nestes idos anos já havia esquecido esse tipo de sentimento. Me acostumara com a monotonia de uma vida repetitiva e cinza que me fazia definhar pouco a pouco sem saber. Mergulhei de cabeça neste turbilhão a tempos esquecido e senti despertar algo a muito adormecido.

Com o tempo as coisas começaram a ficar empacadas e não progrediam. Eu que antes era cortejado, me via agora correndo atrás de algo que me fazia duvidar se algum dia fora... que para mim tornara-se um devaneio juvenil que me pegara desprevenido e me levara por caminhos de ilusão. E o que antes era gozo, agora era agonia. 

Amaldiçoei o dia em que recebi aquele sinal! Fiquei em um estado de melancolia também a muito esquecido mas que agora não me abandonava... Percebi que este é o resultado da tormenta, da enchente. Pode ser até bonito ver aquele rio invadindo suas ruas, mas no fim, o que sobra é destruição e lixo.

Então me dei conta de que aquilo foi necessário para me acordar da letargia cinza que me consumia. Agora estava doído, mas estava acordado! Atitudes que a princípio tinha tomado para agradá-la, para me fazer melhor a seus olhos, agora serviam para que eu fosse alguém melhor para mim mesmo! 

Hoje as coisas estão bem parecidas ao que eram inicialmente, ela gira no meu entorno, sem quase me notar. Nos cumprimentamos, às vezes, mas sem muito alarde de parte a parte. Estou buscando me acostumar novamente com sua presença e seguir adiante. Por fim agradeço agora o sinal recebido e a sacudida que se sucedeu a isso. Afinal de contas, ela, a paixão, serviu para que eu lembrasse que a vida não é só razão e que as emoções são parte de nosso ser.

Abraço a melancolia, a frustração e todas as emoções que decorrem do meu encontro com a paixão. Sinto-as e lembro que, apesar de possuir a centelha do criador, de ser Ele, em essência, sou apenas humano, no fim das contas.

Um abraço.

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Saindo da zona de conforto


É, estamos de volta após um longuíssimo hiato onde me deitei em berço esplêndido na minha zona de conforto e me vi caindo na entropia psíquica e criando uma realidade bem diferente da que eu costumava criar e viver.  Este post tem o propósito de alertá-los para não cometerem o mesmo erro que cometi nestes 2 anos que estive ausente. 

Depois que escrevi este post me "desencanei" de buscar um propósito para minha vida, já que, como escrevi lá, tinha me caído a ficha de que meu propósito é cuidar de minha esposa e filho. Assim, aos poucos me afundei na rotina diária (zona de conforto), nos passatempos mundanos e negligenciei totalmente meu crescimento e minha contribuição para a evolução deste planetinha chamado Terra. Resultado? "Esqueci" que eu sou o responsável por criar minha própria realidade e me deixei levar pela "maré dos acontecimentos", complicando um pouquinho mais a minha vida. Se você não controla seus pensamentos e toma consciência dessa verdade de que é um co-criador, a lei da entropia toma de conta e o resultado é desordem. Assim, comecei a ter problemas financeiros e de relacionamentos.

Então, quando os problemas começaram a se agravar e me forçar a sair da famigerada zona de conforto, voltei a despertar do sono e me apareceu este video (obviamente que não foi acaso) pra dar aquela chacoalhada e me acordar de vez. Daí, como era de se esperar, as coisa voltaram aos eixos. O problema financeiro acabou quase que imediatamente e a vida pessoal está melhorando a cada dia. Algumas arestas necessitam ser aparadas, mas chegaremos lá.

Assim, caro leitor, fica o alerta para nunca perder o foco e achar que já alcançou tudo o que queria e que agora é hora de curtir. Não podemos nos "aposentar" nunca de nosso crescimento e desenvolvimento, este é o propósito de estarmos aqui: Crescer, evoluir, dar nossa contribuição à raça humana. 

O simples fato de elevar a sua consciência, já é uma contribuição imensa para os que estão ao seu redor. Lembre-se que as pessoas são influenciadas pela emanação do seu universo particular, e quanto mais harmonioso for o seu universo, mais as pessoas que convivem com você irão se beneficiar disto. Quanto mais sua consciência se expandir, maior é o alcance de sua influência. Então, o simples fato de ser você e de estar crescendo, já é um benefício enorme para o mundo! Assim, aquele velho ditado de que para mudar o mundo é preciso primeiro mudar a si mesmo ganha uma conotação muito mais significativa e profunda, pois nosso crescimento, nossa mudança interna, influencia a realidade dos demais.

Por enquanto é só, ando meio enferrujado. Mas aos poucos espero voltar ajudá-los na sua caminhada.

Um abraço.

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Era uma vez, O Espírito

Era uma vez um Espírito perfeito, sublime, único, infinito. Sendo perfeito, nada havia a acrescentar em sua perfeição, visto que se houvesse, perfeito ele não seria. Perfeito também era o ambiente em que ele vivia, uma vez que esse ambiente fazia parte dele mesmo, era sua concepção mental. Devido a esta perfeição, seu ambiente era sereno, calmo, imutável.
Nessa infinitude imutável e perfeita, uma espécie de inquietação começou a surgir no Espírito, um sentimento único que ele nunca sentira antes, uma vontade de compartilhar sua bem-aventurança... este sentimento era uma novidade para o Espírito, pois o fez perceber que não se pode compartilhar quando se é único, infinito e auto-suficiente. Daí uma espécie de solidão surgiu em seu coração e sua inquietação aumentou. 
Com a inquietação, o ambiente do espírito perturbou-se e passou a haver movimento. Este movimento surpreendeu o Espírito que nunca concebera tal fenômeno em seu ambiente perfeito. O movimento era de uma beleza impar ao Espírito e quanto mais o admirava, este aumentava de intensidade e magnitude até que todo o ambiente tornou-se um imenso vórtice de luz e som cheio de beleza e harmonia.
Ponderando sobre o que acontecera, o Espírito percebeu que sua inquietação poderia resultar em algo bom, novo e grandioso! Decidiu, então, investir no fenômeno e concebeu a ideia de criar! Ao conceber esta ideia, uma explosão surgiu do centro do vórtice de seu ambiente mental e um novo ambiente surgiu, sublime, revolucionário e instigante, pois para o Espírito este ambiente, apesar de ser sua criação, era algo desconhecido e novo para ele. Mas devido a infinitude do Espírito, a simples contemplação de sua criação foi suficiente para sua total compreensão e toda aquela dança de luzes e sons deixou de ser novidade e o Espírito perturbou-se novamente.
Então o sentimento de solidão cresceu no Espírito e ele desejou ter companhia. Assim, o Espírito experimentou dividir-se e uma espécie de mitose aconteceu! E outro Espírito, de mesma natureza e perfeição surgiu. O Espírito agora se regozijava com sua contraparte e um relacionamento de perfeito amor surgia pela primeira vez. 
Em sua infinita sabedoria os Espíritos debatiam o que acontecera com a perfeição e ponderavam os resultados da criação do primeiro espírito. Juntos eles decidiram que deveriam continuar investindo neste "projeto" e evoluir sua ideia. O segundo espírito incrementou a criação do primeiro espírito e novos elementos surgiram no ambiente recém-criado. Depois de ponderar o resultado perceberam que suas mentes infinitas e perfeitas não poderiam continuar evoluindo o projeto indefinidamente pois a perfeição não pode acrescentar mais nada ao que já é perfeito, e temeram retornar ao estado inicial onde a solidão imperava. Daí eles decidiram criar outros espíritos que acrescentassem algo novo a sua criação, assim o projeto poderia ter continuidade. Desse modo, escolheram combinarem-se e gerar um novo espírito com aspectos de um e de outro, mas que,. entretanto, não teria sua completude, pois estes queriam, através deste novo espírito, experimentar o novo ambiente sem os parâmetros da perfeição e da infinitude. Daí surgiu um novo espírito, lindo, sublime. Entretanto, finito e imperfeito.
A imperfeição do terceiro espírito foi algo estimulante para o primeiro casal, pois trouxe consigo a dúvida, a pergunta e a incompreensão. O casal tinha que explicar a criação e o propósito do terceiro espírito nisso tudo. Apesar de imperfeito, o terceiro espírito era igualmente poderoso, sábio e criativo. Acrescentando novos elementos a criação do primeiro espírito. 
Depois de um tempo, a solidão também atingiu o terceiro espírito, pois este era fruto dos dois primeiros espíritos e tinha a mesma natureza e essência. Como este não partilhava da onisciência dos seus criadores, não sabia o que acontecera antes e não tinha consciência que este tinha sido o sentimento que estimulara o primeiro espírito a criar. Seus criadores, sabedores do que significa a solidão, repetiram o processo e criaram um novo espírito semelhante ao terceiro e este foi sua consorte. Este novo espírito manifestou também sua inteligência e criatividade particular e acrescentou mais elementos a criação, assim, os dois espíritos originais concluíram que a concepção de novos espíritos era bom para criação, pois a incrementava e evoluía o projeto, conforme sua intenção inicial. 
Assim um processo foi criado e cada dupla de espíritos poderia criar espíritos combinando aspectos do casal e gerando espíritos semelhantes. Assim, uma miríade de novos espíritos surgiu no cosmos e a criação prosperou e evoluiu conforme a criatividade de cada um.
Depois de já haver um verdadeiro universo heterogêneo e belo, o primeiro espírito, agora chamado pela sua família de Criador Primordial, resolveu ampliar o conceito de criação e idealizou um universo mais complexo e menos maleável do que o ambiente criado a partir de sua própria substância mental perfeita. Assim, o Criador Primordial decidiu condensar seu pensamento de maneira tal que criaria um novo aspecto de realidade totalmente diferente do ambiente familiar a que todos podiam criar a vontade e sem qualquer dificuldade. Esta energia condensou-se em um ponto de luz fora da mente do Criador e do universo primordial. Todos os espíritos se admiraram de ver a novidade que surgira à parte deles. E também se assombraram em ver que este ponto luminoso não respondia ao seu ímpeto criador, pois o ponto era o pensamento do criador materializado e só ele tinha poder sobre este novo elemento. 
Ao ver o resultado de seu esforço o Criador ficou feliz e compartilhou com sua família o conhecimento do que viria a ser aquele ponto luminoso. E assim, depois de exposto o plano o Criador tocou o ponto e uma enorme explosão se deu. Então um espaço cheio de caos se abriu como um balão e começou a crescer e expandir-se. Os outros espíritos perguntaram ao Criador como poderiam contribuir com aquele universo magnífico que crescia à parte deles. Então o Criador explicou que a única maneira de eles contribuírem com seu novo projeto seria imergindo neste universo e criando a partir de si mesmos. Assim, alguns espíritos pioneiros se arriscaram a aventurar-se no desconhecido e quando imergiram no novo universo se tornaram imensas esferas de luz. Ao tornarem-se essas esferas cheias de matéria vindas do pensamento do Criador, então eles puderam experimentar a mente do primeiro espírito e compreenderam seu intento em toda sua plenitude. Ao compreenderem, estes espíritos agora tornados em matéria condensada explodiram em vórtices de matéria e rodopiavam numa dança de luz e som. 
Vendo a beleza que se tornaram os espíritos pioneiros, os outros filhos do Criador mergulharam no universo em formação e a medida que entravam, eram atraídos para os vórtices formados pelos espíritos pioneiros e ao adentrar nos vórtices, estes se tornaram em esferas luminosas feitas da matéria expelida pelos vórtices. Como resultado disso os espíritos pioneiros tornaram-se as galáxias e os que vieram depois tornaram-se estrelas.
Depois deste frenesi inicial o caos foi dando lugar a uma dança harmônica e cheia de pontos luminosos. Com a essência de si mesmos os espíritos estelares continuaram a manipular a matéria de seus próprios corpos estelares e criaram esferas não-luminosas que eram preenchidas com espíritos vindos do universo primordial, estes por sua vez manipulavam sua própria matéria e tornavam-se esferas planetárias, cada uma com as particularidades de seu espírito criador. 
Assim, mais e mais espíritos quiseram fazer parte deste ambicioso projeto e mergulhavam no agora imenso pensamento condensado do Criador Primordial. Estes espíritos entravam e criavam coisas novas nas esferas planetárias. Então, Saturado de consciência criadora, alguns espíritos quiseram não mais criar e sim experimentar o belo mundo que o pensamento do Criador havia se tornado. Então, estes espíritos fragmentaram-se a si mesmos e espalharam estes fragmentos em suas esferas. Estes fragmentos conscientes passaram a ser os seres vivos habitantes dos planetas. Estes seres, como eram partes de um espírito criador, passaram a evoluir e crescer consciencialmente até tornarem-se conscientes de si mesmos e do universo criado. Surgiam aí os primeiros fragmentos conscientes do universo.
O que foi dito inicialmente e planejado pelo Criador Primordial se concretizara finalmente. E o que os espíritos não sabiam e agora percebiam era que o próprio Criador experimentava sua criação através deles e de seus fragmentos. Assim, nunca mais haveria monotonia na infinitude e nem solidão na perfeição. E o Criador Primordial pode enfim compartilhar sua bem-aventurança com sua bela criação.

Um abraço.

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Ser feliz é mais simples do que se imagina

Estamos de volta! Depois de um longo recesso resolvi postar algo que acredito ser necessário ser dito. Achei oportuno dar tempo para descansar e realizar minhas próprias buscas e reflexões. Mas a responsabilidade me chama e estou novamente aqui para fazer-lhes companhia na busca incessante. Então, mãos a obra!

Não se pode negar que nosso mundo está cheio de tristeza, infelicidade, frustração e revolta. Sentimentos originados de desejos não realizados e sonhos impossíveis. Mas será que essa dor é realmente inevitável? Será impossível viver sem tanto sofrimento? Neste post convido você a refletir comigo sobre este tema um tanto presente na vida de muitas pessoas.

O que faz você infeliz?

Geralmente somos indagados sobre o que nos faz feliz, sobre a infelicidade ninguém gosta de falar. Mas a pergunta é pertinente, afinal, a infelicidade acontece com muito mais frequencia que a felicidade na sociedade moderna. Então, o que o faz infeliz?
Tenho certeza que muitos de vocês demoraram um bom tempo para dar a resposta a si mesmo, por que? Porque tanto felicidade quanto infelicidade são termos extremamente abstratos, difíceis de serem constatados, medidos, avaliados. Quem de nós pode dizer que é feliz ou infeliz? Para alguns a felicidade é a coleção dos momentos alegres, de paz. Seria, então a infelicidade a coleção dos momentos de tristeza? Se sim, então poderíamos concluir que uma pessoa é ou não feliz dependendo da diferença entre os momentos alegres e tristes? Se o saldo for positivo (mais momentos alegres que tristes) então a pessoa deve se considerar feliz e vice-versa?
Mas voltando ao cerne da questão, quais os motivos que levam à condição de infelicidade? Seria a falta de grana, o fracasso no relacionamento amoroso, o filho desencaminhado, o emprego massacrante, a morte de um ente querido? São tantos os motivos a serem apresentados, não é mesmo? Entretanto, lembro-me daquele velho adágio: “Tá difícil?! Poderia estar pior!”. É só lembrar dos países miseráveis da África ou dos incessantes conflitos no Oriente médio. Para alguns isso poderia servir de consolo, mas para quem está enfrentando um momento difícil, não passa de falácia. Mas será mesmo que os motivos apresentados acima (e aqueles omitidos aqui) realmente justificam o infortúnio?

A verdade que liberta

Sendo bem direto, não existe motivo para ninguém, eu disse ninguém, nesse mundo se sentir infeliz. Como assim?!? Você me pergunta. Não se "avexe", temos o post todo para explicar e assim o faremos.
É bom lembrar a você, antes de tudo, que qualquer que seja a situação em que uma pessoa se encontre na vida, isso é resultante única e exclusivamente de suas próprias escolhas. Tanto a nível consciente, quanto inconsciente. Além das escolhas feitas pela sua essencia divína antes mesmo dela nascer. Então, se você está exatamente onde escolheu estar, porque ficar frustrado, insatisfeito, infeliz? Antes de mais nada, você precisa saber que nada, absolutamente nada é ruim o bastante que não possa ser extirpado de sua existência. Afinal, o seu universo é você quem cria e você pode modificá-lo a seu bel prazer. 
Tudo isso é balela, poderá dizer alguém. Como posso sair de uma situação desagradável somente com base na escolha? Bem, para cada caso o seu remédio. Um flagelado da África, por exemplo, não pode fazer muita coisa a respeito de sua situação, não é mesmo? Mas antes, precisamos avaliar o porquê de ele ter nascido em um lugar tão "desafortunado". Como já foi dito aqui alguns escolhem viver uma existência cheia de privações e lutas afim de curar suas culpas e doenças psiquicas, por vontade própria ou porque outrém os convenceu de que este é o caminho para "evoluir". Neste caso, a consciência da escolha é, por si só, motivo para parar de se lamentar e se fazer de vitima.
Outras situações são bem mais fáceis de se livrar, o que nos impede de fazê-lo é o nosso já conhecido ego. Um relacionamento infeliz? Então por que não jogar essa "infelicidade" pro alto e partir pra outra? "Não consigo, eu o amo demais. Não sei viver sem ele." Hum, sei. Na verdade o apego está falando aqui, não o amor. E você escolhe manter um relacionamento fracassado para não ferir o ego. A grana tá curta, o emprego não é bem aquilo que você queria?! Bom, na maioria das vezes não é a grana que é curta, é seu apetite que é muito voraz. Então, amigo, reveja suas prioridades e trate de dar valor ao que realmente importa e não ao superfluo e fugaz. Novamente você escolhe ficar duro para poder comprar aquele sonho de consumo para, mais uma vez, satisfazer o ego. Quanto ao emprego? O medo de não conseguir outro o está impedindo de largar esse lugar que você detesta. No momento em que você toma consciência de que você tem toda condição de conseguir outro emprego e perder esse medo que não passa de ilusão, então você se livra de mais esse "motivo".
Assim, meu amigo, eu poderia ficar horas e horas "puxando sua orelha" e mostrando que não há motivo para tristeza além daquele auto-infligido por você. Mas temos que continuar e desenvolver mais o assunto.

Nem todo vicio é externo

É preciso que seja dito também que muitas pessoas são viciadas não em bebida, droga ou sexo... mas são viciadas no coquetel químico gerado pela decepção, frustração, medo, raiva. Dificil de acreditar?! É a mais pura verdade. Existem pessoas (mais frequentemente mulheres) que passam a vida se lamuriando, se fazendo de vítima e buscando motivos que confirmem essa condição. Só assim elas poderão continuar se sentido vítimas e gerando as emoções que irão encher seus organismos com adrenalina, cortizona e tantos quantos forem os agentes químicos gerados por estes sentimentos. Assim, essas pessoas se auto-sabotam patologicamente afim de conseguir alimentar o vício. Nestes casos, assim como em qualquer vício, a pessoa necessita de ajuda para curar-se, mas a cura para quem é viciado em emoções degradantes é bem mais difícil, pois a droga é fabricada e consumida dentro de si.

A sociedade estimula a infelicidade

Outro agravante para os infelizes é a própria sociedade. Além da pessoa ser viciada, ainda é estimulada a continuar no vicio. Como?! Bem, basta ligar o rádio e ouvir a penca de músicas "românticas"... canções com ritmo melancólico e falando de amor não correspondido, traição, desilusão. Liga-se a TV e a novela ou o filme mostra o que?!? Violência, traição, desilusão. A literatura?!? Nem preciso continuar.
Assim, amigo, não é de se admirar que nossa sociedade esteja do jeito que está. Cheia de gente "infeliz". Quanta bobagem! O que precisamos é nos perguntar quem é que ganha com essa condição. Não irei dar esta colher de chá a você, pesquise um pouco e descubra você mesmo. Mas saiba que alguém está se beneficiando com isso, não tenha dúvida. Se assim não fosse, não estariam investindo tão pesado na sua infelicidade.
Mas o que alguém poderia ganhar com a infelicidade alheia?!? Bom, enquanto você está se remoendo por dentro, se martirizando e gastando energia com algo que você escolheu, você deixa de focar sua atenção no mais importante, que é sua própria caminhada, sua jornada pela vida, seu propósito neste planetinha azul.

É na simplicidade que está o caminho

Vou confessar uma coisa a você, quando era mais novo eu tinha essa mania de grandeza que me fazia ter como objetivo na vida ser presidente ou algo do tipo. Na adolescência cheguei a querer me meter em grêmio estudantil para iniciar uma carreira política que me levasse a meu objetivo. Quando vi a sujeira que é a política, mudei o foco, acreditava que mudaria o mundo de outra forma, pelo caminho espiritual... daí já almejei ser pastor, gurú o escambal. Se tivesse continuado na ilusão talvez até chegasse em algum lugar, quem sabe... só para lá na frente perceber minha tolice e petulância. Mas ainda bem que despertei a tempo e hoje sei que não é bem por aí.
Mas até bem pouco tempo mesmo eu ainda achava que tinha algo de importante a fazer neste mundo. Alguém como eu, eu pensava, tinha que ter um propósito maior, mais condizente comigo. Então numa sessão de meditação foquei em meu propósito nesta vida. Sabe qual foi a resposta que recebi de meu Eu superior? "Seu propósito é cuidar de sua esposa e seu filho! " Tome!!! Baixe essa bola e ponha-se no seu lugar, seu trouxa, poderia dormir sem essa.
Depois de um tempo regurgitando essa revelação a ficha caiu: Pra ser feliz não preciso alcançar algo grandioso e nem ser alguém importante. Levar a vida simples e cuidar de minha família da melhor maneira, é algo digno e bom. Assim também estarei fazendo algo importante para o planeta: Posso criar meus filhos ensinando-lhes o caminho da verdade, guiando-os para que sejam pessoas despertas, compromissadas com sua evolução e com o bem deste planeta. Estes, poderão fazer o mesmo pelos meus netos e assim por diante. E na simplicidade da vida, algo grande pode ser alcançado. Não aqui, não agora, mas lá na frente, sem minha participação direta, mas tendo a mim como alguém que contribuiu de forma singela para um resultado que hoje nem posso conceber.

Então, meu amigo(a) desencane! Sua contribuição para um mundo melhor pode ser apenas uma palavra dada, não importa. Viva sua vida conscientemente e pare de dar ouvidos para o que o sistema lhe diz. Saiba que sua felicidade está em suas mãos, bastando para isso que você a abrace.

Assim por hoje me despeço.

Na eterna felicidade, deixo-lhe o meu abraço.